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quinta-feira, 13 de março de 2014

COLUNA ENSAIO GERAL: PAULO ÍNDIO

Crônicas de Bom Conselho
Por: Alexandre Tenório




         A família de Paulo Índio, composta por seu pai (seu Roberto) sua mãe (dona Rosalina) seu irmão (Valderedo) e as varias irmãs (Da Paz, Zuleide...), vieram da cidade de Águas Belas, morar em Bom Conselho, pois seu Roberto queria que seus filhos tivessem uma melhor educação, pois Bom Conselho neste requisito tinha mais recursos que Águas Belas.

         Eles foram morar na Rua Joaquim Nabuco, em frente à casa dos meus AVÓS. Eu era pequeno, mesmo assim, lembro-me deles. Como na casa dos meus AVÓS tinha quatro filhos quase na mesma idade dos filhos de seu Roberto, a amizade foi praticamente imediata.

         A fisionomia da família era indígena, pois eles eram índios legítimos, seu Roberto chegou a ser o chefe da aldeia, tempo depois eles voltaram para Águas Belas, sua cidade de origem, e aonde tinha o seu povo. Porém a amizade da minha família com eles durou até hoje. Daniel Brasileiro (meu primo) foi ser médico em Águas Belas e lá encontrou um grande apoio de seu Roberto e seus familiares, e com isto os laços foram estreitados de novo.

         Paulo Índio era o filho mais novo da família, e sem sombra de dúvida o mais presepeiro. Paulo quando decidia ir para o cine Brasília, comia no jantar (batata doce, ovos, cebola...) tudo quanto era BUFANTE ele comia. Quando entrava no cinema dizia aos amigos, hoje eu vou botar pra quebrar, esperem para ver.

         O filme começava e quando tinha uma cena bem importante que estava todo mundo em silêncio e concentrado, ela soltava um peido que estrondava o cinema, só era o que a galera queria para cair na algazarra. Neste instante seu Waldemar Guedes acendia as luzes e descia acompanhado por Severino Soldado, para estabelecer a ordem no recinto.

         Certa feita num dia de domingo o cinema lotado, Paulo Índio solta o peido, então a famosa Gonga (a alegria da juventude naquela época) fala bem alto – ISTO É UM ..  OU UMA ROQUEIRA – para azar de Gonga seu Waldemar tinha descido sem apagar as luzes e ela não viu, não deu outra, seu Waldemar pega Gonga pela a orelha e coloca para fora.

         Paulo Índio jogava futebol, e era um jogador razoável, Jorge Torres era o técnico da ABA, então Paulo faz uma jogada estranha, ou seja, fez uma cagada. É quando Jorge Torres na sua santa ignorância grita – PAULO É TRUQUE ÍNDIO – todo mundo caiu na algazarra.

         Vai aqui a minha homenagem a este águas-belense que fez história em nossa cidade.


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