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sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Policiais civis, em greve desde a zero hora, têm nova rodada de negociação com governo.



Os policiais civis, em greve desde a zero hora desta sexta-feira, têm nova rodada de negociação com o governo do estado marcada para hoje. O presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol), Áureo Cisneiros se reunirá esta tarde com o secretário de Defesa Social, Angelo Fernandes Gioia. Às 17h o Sinpol fará nova assembleia para definir se mantém ou encerra o movimento.

Com a decretação de greve, a SDS traçou uma estratégia para usar o efetivo da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros para auxiliar nos trabalhos da Polícia Civil. “Não haverá caos. Não haverá uma única unidade de polícia fechada. Todo efetivo da Polícia Militar e de Bombeiros estará à disposição da chefia da Polícia Civil”, afirmou. Segundo ele, a PM continuará fazendo o trabalho de repressão nas ruas e ajudará a garantir o acesso dos policiais civis que quiserem trabalhar e da população às delegacias.

Ontem à noite, o Tribunal de Justiça de Pernambuco declarou a ilegalidade da greve. A decisão do TJPE foi concedida em liminar pelo desembargador Bartolomeu Bueno, sob argumento de que as atividades da categoria “são análogas às dos militares, em relação aos quais a Constituição expressamente proíbe a greve”. O desembargador definiu que o descumprimento implicará em multa diária no valor de R$ 100 mil.

O sindicato recebeu a notificação às 21h, seis horas após a decretação da greve, em assembleia em frente ao Palácio do Campo das Princesas.


Um dos entraves entre o governo e os policiais está no Plano de Cargos e Carreiras, aprovado em 2008, mas que, segundo a categoria não está em prática. De acordo com o Sinpol, o movimento foi deflagrado porque o governo não cumpriu o acordo firmado em fevereiro. “Eles trouxeram uma proposta evasiva. No acordo, estava prevista a implantação do novo Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos com os reajustes salariais e benefícios escalonados a todos os servidores. Também estava prevista melhoria nas condições estruturais nas delegacias, incluindo equipamentos de segurança, e contratação de mais policiais”, disse Áureo Cisneiros.

De acordo com o secretário de Planejamento, Márcio Stefanni, uma das propostas do estado era equiparar o salário do agente em fim de carreira ao do delegado em inicio de carreira. “Em 2007, quando Eduardo Campos assumiu, essa diferença era de 200% e reduzimos para 47%. A ideia era zerar a diferença.” Segundo ele, a proposta do governo era dar um aumento de 13% para ser incorporado ao longo da carreira. 


Segundo Stefanni, a proposta do Sinpol é impraticável. “Recebemos uma proposta, por meio do Sindicato dos Policiais Civis, que representaria um aumento de mais de 300% nos vencimentos.”

Um comentário:

  1. Já foi decidido, a categoria aceitou a proposta do governo, e não haverá mais greve.

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