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segunda-feira, 5 de setembro de 2016

COLUNA ENSAIO GERAL: MEU AMIGO GENIVAL (Parte I)

                                         


      É muito triste quando um amigo morre, especialmente quando isto acontece antes do tempo. Genival é da minha geração sendo um pouco mais velho 2 ou 3 anos. Um dos grandes tocadores de violão de nossa cidade, especialmente dos cantores FAGNER, GERALDO AZEVEDO E ALCEU VALENÇA. Lembro-me do seu primeiro casamento, com Elaine, filha de Hélio Belo, foi o primeiro casamento em nossa cidade que um conjunto musical tocou, foi uma grande festa no CLUBE DOS 30. Quando sentávamos para beber, e ele começava a contar as histórias do tempo em que morou no Recife, era arretado. Mesmo tendo ouvido varias vezes a mesma história nós achávamos graça, pois ele contava de uma maneira que era impossível não ouvirmos e darmos boas gargalhadas vai aqui algumas destas histórias:

      Ele morava na pensão de dona Nina, lá também moravam O grande locutor Carlos Cavalcante (Febrónio), Dr. Zenício, Peu de Zé Zuza(inmemoria) etc.

      Ele contava das dificuldades financeiras que eles tinham e da técnica que Dr. Zenício desenvolveu para deixar as roupas lisinhas sem passar ferro. A técnica era a seguinte - depois de ensaboar e lavar a roupa no tanque ia-se com esta peça de roupa para uma bacia de alumínio cheia de água pelas bordas,pegava a peça de roupa e deslizava magistralmente pela a superfície da bacia e depois que a peça saia da bacia dava-se uma sacudida ao vento que tirava o excesso de água e a peça ficava lisa, era só colocar no varal,esticá-la e esperar que o vento fizesse o resto. Genival dizia que todos na pensão tentavam fazer esta operação mais somente Dr. Zenício fazia com tal maestria que dava inveja a qualquer passadeira de roupa. Segue na próxima semana outras histórias.

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