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segunda-feira, 22 de junho de 2015

COLUNA ENSAIO GERAL: JUAREZ TENÓRIO (MEU PAI) PARTE 1

COLUNA ENSAIO GERA
JUAREZ TENÓRIO (MEU PAI) PARTE 1
O PICOLÉ E O SORVETE

Alexandre Tenório e Miriam (Sua genitora)

Por:
Alexandre Tenório

          Sem sombra de dúvida toda uma geração de crianças e adolescentes das décadas de 60 e 70 teve o privilégio de se deliciar com os picolés e sorvetes da “SORVETERIA DANÚBIO”, sem sombra de dúvida o melhor já produzido em nossa cidade. Eles eram feitos com puro leite de vaca e puro leite de coco, se desmanchavam na boca. O picolé só era vendido na sorveteria,como era feito de puro leite, se fosse colocado na caixa de isopor para ser vendido na rua ele se derretia.
          O meu pai Juarez Tenório era o proprietário desta sorveteria adquirida de Dr. Padilha, no início da década de 60. Naquela época eram poucas casas que tinham refrigeradores, talvez nem 10 casas, e todas elas era com motor a gás, por isto que o picolé e o sorvete eram uma guloseima de primeira qualidade. A luz elétrica de Paulo Afonso só chegou a nossa cidade no último dia de 1962, isto significa que a luz da cidade era gerada aqui em Bom Conselho por um gerador localizado na ponte do corredor, ao lado da casa da china. Por ser gerado em nossa própria cidade o gerador sempre apresentava falhas e quando eram 10 horas da noite o gerador era desligado só voltando pela a manhã a ser ligado novamente. A sorveteria de meu pai tinha um gerador próprio que era ligado quando o gerador da cidade era desligado, ou seja, na sorveteria tinha-se 24 de energia por dia.
          Além do picolé e sorvete de coco, eram feitos de goiaba, chocolate, morango (era de essência e era o mais fraco de todos), abacate, maracujá e abacaxi. Todos eram da própria fruta. Porém o de coco era o rei, o número um. Ainda encontro pessoas que chegam para mim e dizem que ainda estão na mente o gosto e o sabor daquele picolé que meu pai fazia.
          Quando havia aumento de mercadoria e era necessário reajustar o preço do picolé, o meu pai tinha uma grande estratégia. Ele ia diminuindo o tamanho do picolé, porém o gosto era o mesmo e quando ele atingia um determinado tamanho, ele lançava o mesmo picolé com um tamanho grande, que tinha o preço o dobro do outro, e em pouco tempo as pessoas só queriam o picolé grande, então ele tirava de cena o pequeno.
          Nós gostávamos de fazer A VACA PRETA, que nada mais era que duas bolas de sorvete de coco misturada com um pouco de Coca-Cola, ficava uma delícia.
          De vez em quando o pessoal inovava, e faziam sorvete de milho verde, e também de mamão, que ficavam uma beleza. Certa feita eles fizeram umaforma com 10 picolés de cachaça, foi um verdadeiro sucesso para os cachaceiros, porém papai descobriu e acabou a brincadeira.
                   

          TEMOS MUITAS HISTÓRIAS PARA CONTAR, AGUARDEM.

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