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sábado, 17 de maio de 2014

DICA DE LEITURA: “CRIME E CASTIGO”

DICA DE LEITURA: “CRIME E CASTIGO”
Por Fernando Chagas da Costa (*)


Escrito pelo maior autor da literatura russa, Fiódor Dostoiévski , há quase 150 anos, CRIME E CASTIGO, continua atual.

A história se passa em São Petersburgo, na Rússia, e trata da angústia psicológica de um assassino, tratada pelo autor numa imersão aos questionamentos mais íntimos do personagem.

O romance tem como personagem central um estudante, que vive à beira da miséria e mora de aluguel em um apartamento pequeno, de propriedade de uma velha usurária. Ele desenvolve  uma tese com a seguinte linha: homens como César e Napoleão foram responsáveis por milhares de mortes, todavia, a história os considerou grandes heróis e conquistadores.

O estudante, então, pensa que se Napoleão matou milhares e foi absolvido pela história, por que ele também não seria se matasse a velha que vivia do dinheiro do aluguel e juros (que no livro simboliza o Capitalismo, que o autor detestava)? Pensou ele (o estudante): Não estaria fazendo um bem à humanidade?

Há na internet uma excelente entrevista com a professora (russa) da USP, Elena Vássina, sobre o livro, e uma das recomendações dela para os leitores é que procurem pela edição que tenha sido traduzida por Paulo Bezerra, que é a mais fiel ao original. A entrevista da professora está no endereço

Tão importante quanto OS IRMÃOS KARAMAZOV (que a extinta TV Tupi chegou a exibir uma novela baseada nela), O IDIOTA, O JOGADOR, entre outras obras de Dostoiévski, CRIME E CASTIGO é universalmente conhecida e lida.

Boa Leitura.


(*) Fernando Chagas da Costa é funcionário do Banco do Brasil há mais de 30 anos e professor universitário da área de exatas na Faculdade de Alagoas/FAL, vinculada a Estácio de Sá.

Um comentário:

  1. Ler faz bem! Afinal, a leitura é parte do processo de ensino e aprendizagem - o qual nos possibilita viver em sociedade como seres pensantes, críticos... Mostrando-nos que somos cidadãos iguais nos direitos e deveres e, ainda que o capitalismo nos separe, a leitura nos modifica e somos capazes de mudar determinados conceitos enraizados na sociedade - mesmo no mundo globalizado e com uma interculturalidade tão expressiva!

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