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segunda-feira, 31 de março de 2014

DICA DE LEITURA: “SAÍ DA MICROSOFT PARA MUDAR O MUNDO”

DICA DE LEITURA: “SAÍ DA MICROSOFT PARA MUDAR O MUNDO”
Por Fernando Chagas da Costa (*)



O título da obra leva a dois pensamentos imediatos: Ou o cidadão não aguentou a pressão ou é maluco, afinal de contas, trabalhar na Microsoft (empresa do homem mais rico do planeta), a exemplo da Apple, Google, entre outras, é o sonho de milhares de pessoas, principalmente jovens que tem no mundo da Tecnologia da Informação (TI) seu projeto profissional.

E olhe que John Wood não era um simples empregado de início de carreira, um mero trainer. Pelo contrário, era um executivo da companhia.

Mas, como acontece com alguns profissionais que chegam a um degrau em que repensam fortemente se realmente é aquilo que querem deixar como legado de vida ou devem abrir mão de muitos privilégios e partir para o que julgam ser o que o coração indica. E foi o que ele fez.

Por que a obra me estimulou a conhecê-la? Por dois motivos: O primeiro é o questionamento que explicitei no primeiro parágrafo, ou seja, por que alguém que está em uma empresa do topo quer deixá-la. O segundo foi a causa a que ele se dedicou, pois é uma área que me interessa, porque eu trabalho parte do meu dia com a mesma: a Educação.

John Wood deixou a Microsoft para oferecer a possibilidade a milhões crianças a ler e escrever. E tudo começou quando de uma viagem sua ao Nepal. Inicialmente ela serviria para amenizá-lo de sua rotina estressante de trabalho, mas acabou despertando-lhe a paixão para ajudar crianças carentes.

A experiência adquirida na grande empresa em que ele era executivo não foi jogada fora. Ajudou-o para o novo rumo, em prol de uma causa nobre. Em apenas sete anos a ONG por ele criada (a Room to Read) construiu quase 300 escolas, 3.600 bibliotecas e 110 oficinas de informática e distribuiu mais de 2,8 milhões de livros, ofereceu 2.336 bolsas de estudo para meninas carentes. Ao todo, mais de 1,2 milhão de crianças de sete países (Nepal, Vietnã, Camboja, Índia, Sri Lanka, Laos e África do Sul) foram contempladas.

Se você tem alguma intenção de fazer algo que possa mudar a realidade da qual você parte, por achá-la insuficiente, injusta, minoritária, que tal dar uma lida no livro.
Boa Leitura.



(*) Fernando Chagas da Costa é funcionário do Banco do Brasil há mais de 30 anos e professor universitário da área de exatas na Faculdade de Alagoas/FAL, vinculada a Estácio de Sá.

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